O Power 7 é o novo processador RISC da IBM anunciado hoje em Nova York e São Paulo e que promete 4 vezes mais capacidade de processamento que seu antecessor. A IBM também informa que os novos servidores baseados nesse processador serão montados no Brasil pela Flextronics (uia!).

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Canonical: Brasil é foco para América Latina

Ampliar a atuação da Canonical na América Latina, mais especificamente no Brasil. Essa é a missão de Fabio Filho, gerente de negócios da empresa para a região. O que atraiu a Canonical para cá? Uma estimativa de 300 mil usuários ativos, 50 mil downloads da distribuição por mês (e crescendo) e um enorme mercado de PCs que, por conta de preço, acabam saindo de fábrica com distribuições Linux muitas vezes não muito amigáveis ao usuário – que acaba trocando o sistema operacional por um Windows pirata sem muita cerimônia.

Segundo o executivo, desde 2004 a companhia tem visto um crescimento enorme no uso do Ubuntu – já são mais de 10 milhões de instalações em todo o mundo. Em determinado momento, a Canonical percebeu que os países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) tinham um enorme potencial. Apesar de o escritório local estar aberto faz três meses apenas, a equipe de desenvolvimento já tinha sete pessoas trabalhando aqui (e vão ampliar a equipe em breve).


“Meu trabalho é garantir que fabricantes de computadores e OEMs passem a distribuir o Ubuntu com suas máquinas. Não só os fabricantes ‘top’, mas também outros grandes que geram conhecimento da nossa plataforma”, afirma Filho. A idéia é convencer também os varejistas que vendem PCs que vale a pena ter máquinas com Ubuntu. O executivo não fala os fabricantes com que negocia hoje, pois não há nenhum contrato assinado ainda. “Mas alguns já nos procuraram”, conta.

A teoria de que o Ubuntu instalado é uma boa alternativa em software livre e que os usuários não trocam se validou em locais como Índia e China, onde a Canonical percebeu que máquinas vendidas com Ubuntu continuam com ele instalado, já que recebem uma grande demanda de usuários em busca de suporte técnico – e, com isso, trazem receita para a companhia.

“Queremos que os fabricantes e os varejistas percebam que o Ubuntu é a melhor plataforma para o usuário final, não é só uma questão de baratear o computador, mas sim oferecer uma proposta diferente”, diz. O mercado de PCs populares se encaixa perfeitamente nessa estratégia, e Filho também tem como tarefa negociar a inclusão do Ubuntu entre os sistemas operacionais oferecidos no programa do governo federal.

Hoje, a equipe de suporte internacional da Canonical fica baseada em Montreal, no Canadá. Se surgir demanda para suporte localizado para o Brasil, no futuro pode existir uma base local.

Depois do usuário final, existe também o mercado corporativo, bastante interessado em Linux. O último release do Ubuntu, Gutsy Gibbon 7.10, já tem uma versão para servidores. “Novamente, se surgir demanda, vamos atender mais esse mercado também”, explica o executivo. “Nos servidores, a política de atualização do sistema é a mesma, com versões novas a cada seis meses e atualizações gratuitas”. Claro que, se algum grande fabricante local tiver interesse (ou até mesmo um contrato internacional) em distribuir Ubuntu para o mercado corporativo e também vender para usuário final, a solução será ainda melhor.

Entre seus parceiros (e grandes apoiadores) da Canonical está a Intel. Filho disse que está em versão quase pronta uma variante do Ubuntu para rodar em Classmate PCs. Por conta da mesma Intel, o mercado da Argentina é grande para o Ubuntu, assim como Filho vê na Venezuela e Chile outros grandes potenciais. Alguns acordos com fabricantes, como a Dell, valem para outros países da região – depois de conversar com o Zumo, Fabio Filho tinha na agenda visitar o Panamá na próxima semana, por conta da distribuição do Ubuntu em máquinas da fabricante americana.



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